segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Palavras de um vestibulando

As mudanças, em geral, assustam. O primeiro computador que tive foi visto com desprezo pela minha mãe; hoje ela tem seu próprio computador. O fato é que qualquer novidade é avaliada por suas vantagens e desvantagens. No mundo de hoje, nos ocupamos com muito mais aparatos tecnológicos do que há três gerações atrás. Por outro lado, abrimos mão de elementos simples do cotidiano.
Meu pai me contava que quando ia chover o joelho de um vizinho nosso inchava. Nem sei mais se ainda tenho esse vizinho, mas aprendi a checar as informações meteorológicas na internet, daqui ou do resto do mundo, sempre que preciso. Na minha infância, esperava chover para chamar os amigos e jogar futebol no gramado molhado. Porém, por gastar muito tempo trabalhando no computador, não tenho me importado tanto com a chuva que cai lá fora.
Não conheci os pais dos meus avôs; todos eles morreram antes dos 65 anos de idade. Por outro lado, meus avôs estão vivos até hoje. Minha avó materna é a mais nova, com 75 anos, e meu avô paterno, o mais velho, completou ontem 95 anos. O médico deles disse que hoje em dia é mais fácil tanto diagnosticar como tratar as doenças. Também falou que nunca foi tão fácil estudar em casa, recebendo artigos do mundo inteiro!
Acho que às vezes nos falta bom senso. De nada me adiantaria checar a programação do cinema pela internet se eu não pudesse ir ao cinema para assistir um belo filme com minha namorada. A tecnologia com certeza nos oferece mais opções do que antigamente; oferece desde a diversão para a saúde mental até os melhores tratamentos para a saúde física. Entretanto, tecnologia alguma substituirá o calor humano, o prazer de viver, o sentido para que vivamos cada dia mais e melhor.

2 comentários:

André Meireles Borba disse...

Ei, vestibulando, isso é redação também? Vai virar mania aqui no blog. Parabéns.

Anônimo disse...
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